Amor, chocolate e sexo no banco do carro.
Não, com ilusão não combina, mas faz parte. Esses dias eu meio que tentei deixar a paixão de lado, focar minha atenção somente em coisas que realmente valessem a pena. Mas sinto uma vontade absurda de obrigar as pessoas a me amarem, talvez seja um defeito, eu não sei. Meu desejo é ligar para ele com a maior cara de pau possível e dizer: “Ei, você lembra eu que te amo?”, mas ultrapassaria todos os limites aceitos pelo bom modo. Minha vontade é convida-lo para o baile de formatura, colocar aquele vestido vermelho que eu sei que impressiona, e pega-lo desprevenido, mas ultrapassaria todos os limites que eu imponho a mim mesma. Queria que ele me convidasse para ir tomar sorvete, uma praça em um sábado à tarde ou sexo na sexta à noite. Poderia ser usada, maltratada, desde que fosse pelas mãos dele. E eu continuaria, sabe-se lá onde, insistindo para ele ficar, para ele me amar nem que seja só um pouquinho. Não que eu seja dada, uma piranha, ou nada do tipo. Mas ás vezes meu excesso de carência vira um transtorno, o primeiro que me disser bom dia, vira meu alvo. Mas não sou assim o tempo todo, não sou uma bola de calor, pronta para ser usada. De vez enquando, quando a sorte me permite, me sinto amada e passo a não amar. Um poço de contradições. Pensando bem acho que aquele filme de sexta me deixou mais madura, a mocinha percebe a quão fraca ela é, e se entrega a um amor, que em seus pensamentos, seria capaz de salvá-la da ruína. Esses é um daqueles longa que você termina de assistir e sente náuseas, por na vida real, meu amigo, o galã está pouco se linchando para você. E quando eu canso de toda essa lorota, eu simplesmente desisto de amar, uma pena que eu mude de opinião tão facilmente. Amar é amar, sentir-se atraído é uma coisa diferente. Como Chocolate e Nutella, ambos vem do cacau, mas são sabores diferentes. Atração é aquilo que eu sinto pelo Ian Somerhalder, Robert Pattinson, Will Smith, Jensen Ackles, e todos os outros que quando tiram suas camisas, me deixam arrepiada só de imaginar minha pela encostando na dele, que Deus por um minuto de devaneio mandou a perfeição para terra. Amor é aquilo que eu sempre senti por você, aquela vontade que eu sempre tive de ser sua, de esfregar na cara de todas as piranhas que migraram para terra o quanto você é meu, ou seria, dane-se. Só queria que você gostasse de mim um pouquinho, nem que fosse só para uns amassos. Acabo de me enxergar diferente, o quanto sou desejável e atraente, estou naquele pensamento de, escreva, pense, um dia realiza. Pois bem, quero um homem bonito, rico, sensual, que me de muito carinho e amor, quero uma casa grande, um Camaro vermelho, 2 filhos, passagens para Londres, e sexo no elevador. Não quero a descrição, quero o seu suéter velho me esquentando nos dias de inverno. Acho que não quero mais nada, talvez só acrescentar rosas brancas a lista. Vamos lá Deus, me ajude, vamos, vamos, vamos. Talvez eu me torne menos exigente com o tempo, mas sou apenas adolescente, tenho meus nervos a flor da pele. Mas se você parasse, nem que fosse só um segundo, para ver o quanto eu te amo, juro que seria só meu amor, o seu, uma cama e ponto final.Desculpe a falta de romantismo, mas é que essa safadeza toda surgiu do nada, e como eu sempre fui a meiga e você nunca me quis, espero que dê conta, pois a sem moral está batendo na sua porta.
